quinta-feira, junho 14, 2012

O Doce Sabor do Reencontro


Era uma terça-feira de junho, daquelas com chuva fina. Era noite, uma noite de amor, de corpos unidos com a exatidão de dois apaixonados.
O meu corpo tremia de ansiedade. Naquela noite me senti completo, cheio e certo daquele momento. Parafraseando o Sandro Borelli, ali estava “eu em ti”.
Nunca havia sentido tamanha satisfação, prazer e carinho, sem contar na vontade única de ter seu corpo colado no meu.
Fomos embora às pressas, literalmente voando, mas com os corpos ligados. Trocamos juras, olhares e pedaços de pano para amenizar a dor de nossa primeira separação corporal.

Cada noite era uma tortura, te ver por fotografia virou rotina, seu cheiro naquele pedaço de pano aumentava sua ausência e o frio do quarto gritava pelo seu nome.

O tempo foi passando e a vontade “saudadosa” de te ver, deu lugar à ansiedade do reencontro. Fiquei nervoso e feliz, parecia o nosso primeiro encontro, e finalmente aconteceu. Foi exatamente do jeito que deveria ser, mas nunca pensei que seria assim tão forte.
Aquele abraço me arrancou o ar, as palavras e me tirou do chão, mas me devolveu o doce sabor do reencontro.



Rodolpho Sandes 





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