segunda-feira, julho 04, 2011

Sorriso

Sorriso



Há um sorriso preso nesta rota ordinária
Um sorriso extra de pedra calcária
Sorriso que de brilho nada passa
Reparte o meu dia
Mata
Em um sorriso escondido de rotina
De fuga de medo de tédio e conceito
Que deixa sozinho na tarde vadia
Afoga meu vício
Chora
Por um sorriso vazio de mentira
Troco seres imaginários por crentes crianças
E insisto em sorrir com dolo e cadência
Esqueço meu brilho
Cinza
Sem um sorriso estranho e cínico
Grito em multidões de cores sem risos
Ameaço ataco escrevo compasso
Torturo meus dedos
Desisto
Francisco Diemerson
(madrugada de 4.07.2011)
Post em Homenagem ao meu amigo Francisco Diemerson por ter tido a coragem de deixar um comentário aqui no blog depois de trocentos anos visitando.

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