segunda-feira, fevereiro 07, 2011

MEU NOME É PEDRO LOURENÇO

Estreando uma nova Tag aqui no blog, MEU NOME É... sempre estarei falando sobre a vida e o trabalho de alguns personagens masculinos da moda brasileira.
Escolhi o Pedro Lourenço por que toda revista que abro tem uma foto dele, uma matéria sobre ele e comecei a me interessa pelo trabalho dele. Dá uma olhada ai e depois diga o que achou.

 
Filho de Glória Coelho e Reinaldo Lourenço, visitava a capital francesa duas vezes por ano no colo dos pais, indo a feiras de tecidos, brechós e museus, não poderia ter outro caminho, que não fosse a passarela. Precoce, com 12 anos assinava sua primeira coleção para Carlota Joakina, que é a segunda marca de sua mãe.


Na edição de inverno de 2005 do SPFW, o carinha lançou oficialmente sua grife, que leva seu próprio nome, mas mesmo com o sucesso em sete coleções, Pedro resolveu abandonar a carreira para terminar o ensino médio, estudar francês e cursar faculdade de História da Arte, na França, mas o que parece é que o garotinho de sampa mudou de ideia e aos 19 anos, faz sua primeira apresentação na capital mundial da moda, Paris.

Amado e aclamado nas passarelas européias, “as roupas de Pedro Lourenço foram vistas e aplaudidas por quase todas as grandes editoras e jornalistas de moda do mundo, como Anna Wintour, da Vogue americana, e Carone roitfeld, a todo-poderosa editora da Vogue francesa, sentadas na primeira fila do Grand Palais” (Revista 29 horas de 29 de dezembro de 2010 a 29 de janeiro de 2011)









“Em Paris, estou me comunicando com o resto do mundo. Não tenho interesse em desfilar no Brasil por enquanto” Pedro Lourenço






A coleção dele para a Semana de Moda de Paris foi tão bem aceito, que icones dos bastidores fashion os ajudaram para compor todo o clima da passarela: para o assessorar ele escolheu a agencia de relações públicas internacional KCD, que tem entre seus clientes Marc Jacobs e Givenchy, para a beleza do desfile ele selecionou Guido Palau (Prada, Balenciaga) e o DJ Michel Gaubert que fez a trilha de seu desfile é o mesmo que faz as trilhas da Chanel. Com este time ele se comunica em inglês e francês fluentes.

Com uma personalidade forte, Pedro Lourenço gosta de definir seu estilo como “radical”, com grafismos e estrutura. “Gosto desta contraposição do feminino com o masculino, da agressividade com a delicadeza.” Seu pai Reinaldo Lourenço “diz que quando dou uma sugestão a primeira reação dele é a de dizer ‘não’. Depois pensa melhor e me dá razão”. Minha gente isso acontece nas melhores família também.

Para a mãe – com quem Pedro dividi uma casa no bairro do Jardim Paulistano, quando não está no seu apartamento em Paris - , o filho esta sempre em busca da perfeição. Responsável por apresentar ao garoto jogos de videogame e livros de astrologia, achava qye ele seria cientista, mas percebeu que estava enganada quando o viu, aos 3 anos, puxar a barra da saia de uma amiga dela. “Pedro sentiu o tecido e perguntou se a peça era Matin Margiela”, conta Gloria Coelho, com um sorriso orgulhoso. A stylist Flavia Lafer, a amiga em questão, recorda: “Aquela peça era de uma coleção muito especifica da grife francesa, dificil de reconhecer”, diverte-se. “Ele era muito elogiado por esse tipo de coisa, e acho que isso o incentivou a seguir o caminho da moda”. (Revista Gol Nº106)
Pelo seu trabalho, Pedro já recebeu convites para trabalhar com grandes nomes da moda, a exemplo de, Donatella Versace, com o italiano Giambatista Valli, Alber Elbaz para quem criou uma linha de roupa de banho a pedido do diretor criativo da Lanvin, que queria analisar sua relação com este universo tão brasileiro. “Ele me deu conselhos, foi muito bom”, conta.

“Se você depende da aprovação dos outros não cria seus referenciais. Como estilista, passo o tempo todo me questionando: estou trazendo algo realmente novo para o mundo?”

Embora tenha uma visão bem definida sobre o próprio trabalho, Pedro não pára de ouvir opiniões sobre seu começo de carreira. Cathy Horn, do “New York Times”, foi uma das editoras de moda que analisaram o portifólio de Pedro num encontro particular. O designer procurou também Marie Rucki, diretora do estúdio Berçot, amiga de Reinaldo Lourenço e Gloria Coelho, além do diretor da central Saint Martins, conceituada escola de moda de Londres, que o aconselhou a não estudar estilismo e sim outros assuntos. “Eu cresci neste meio, já sabia muita coisa”, diz.




Sobre o seu diferencial para competir num mercado tão difícil quanto o da moda européia, Pedro dispara. “Tenho um ponto de vista jovem e fresco de uma geração que ainda não está trabalhando. É muito diferente crescer com a internet. Isso é algo que ninguém [do mundo fashion atual] viveu.”

Sua coleção esta sendo vendida em várias partes do mundo, do interior de São Paulo à China, por valores que vão de R$800 (um vestido de malha) a R$30 mil (uma jaqueta de couro). Em março, uma versão mais comercial da coleção estará à disposição das clientes da butique de luxo Daslu, na capital paulista. 

"Ainda é cedo para  falar, mas Pedro Lourenço tem potencial para se tornar o maior estilista do Brasil". Ser bem-sucedido nesse mercado não é fácil, mas o nome dele será lembrado daqui a alguns anos."
Lilian Pacce

Gostaram do post? Quem vocês querem ver no próximo?
 
@rodolphosandes

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