quarta-feira, outubro 06, 2010

Nostalgia Pernambucana

Estava por esses dias no trânsito e me apareceu na frente um carro com um adesivo que é a bandeira de Pernambuco, nesse exato momento começou a passar um filme na minha cabeça. Comecei a lembrar de toda a minha infância na Rua Sigismundo Cabral de Melo nº200 esquina com a Rua Equador.
Foi uma época tão boa e cheia de vida, imaginação e brincadeiras. Hoje eu lembro com muita saudade daquele lugar que a pouco não gostaria de voltar nem a passeio.
Naquela rua vivi momentos de muita risada. Brinquei muito, de tudo que se possa imaginar. Pega-pega, bolinha de gude, pique - esconde, barra-mantega, vôlei, queimado (chegamos a fazer um campeonato), tazo (aqueles disquinhos que tinha dentro do fandangos), baralho nos dias de chuva, chuta lata, basquete, pegou-colou, entre tantas outras brincadeiras.





Passei a olhar aquele lugar de outra forma. Também veio a lembrança da casa, aquela casa eu meus pais construíram com tanto suor, amor e dedicação. A casa que ficou para trás antes deles terminarem o projeto do teto de madeira, de fazer a suíte deles e até mesmo subir mais um andar.

Nessa casa já era costume dos meus pais fazerem grandes festas de réveillon. Eram tão boas. As famílias de meu pai e de minha mãe se reunião lá em casa e a festa durava até as 08 da manhã, quando a minha mãe servia o mugunzá, a parentada toda comia e ia embora pra suas casas, felizes.

Os primos corriam de um lado a outro, não parávamos de brincar. Tinha sempre à hora do show, eu e minha irmã montávamos sempre algumas coreografias para apresentar para a família (acho que veio daí a vontade de ser bailarino e coreógrafo), jogava a minha irmã de um lado a outro, balançava ela tanto, que hoje eu não sei como não a matei.

Depois que meu avô materno faleceu, o réveillon deixou de ser tão festejado e depois fomos morar em Salvador, por motivos de trabalho de meu pai, mas isso fica para próxima.

Créditos do desenho

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