quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Gosto da Isabel

Fã assumido de novela das 20 horas da globo, devo admitir que Manuel Carlos escreveu para a atriz Adriana Birolli uma dos melhores personagens verossímeis que eu já vi em uma novela “lebloniana” dele, Isabel. Isabel, personagem da novela “viver a vida”, com todo seu “carisma” me conquistou. Sou fã dela! Fala tudo e sabe os pontos fracos de cada um que vive a sua volta. Sabe como falar com a sutileza de um elefante, os assuntos mais dolorosos da trama. Sempre com um sorriso no rosto, Isabel se utiliza de franqueza e pitadas de ingenuidade para falar as mais diversas verdades para todos os personagens.
Quando ficou sabendo que sua irmã mais velha, Luciana estava paraplégica foi logo perguntando sobre a barra de ballet que estava no quarto da irmã. Ela queria a barra para fazer exercícios para tonificar as coxas, já que a Luciana não poderia mais usá-la. Todos ficaram chocados. Do ponto de vista dela era claro que a irmã não voltaria a usar aquela barra.
Analisando o comportamento da personagem Isabel notei a “síndrome do filho do meio”. Sem o apoio da família, e tendo que dividir a atenção dos pais com a irmã mais velha que esta paraplégica e como ela mesma diz: “com a adotada!” ela acaba se tornando referencia para o modelo da “síndrome do filho do meio”.
Sem muita atenção, o filho do meio torna-se em muitas vezes mais agressivo. Nota-se a vontade e a necessidade que a personagem tem por carinho, atenção. Ela não consegue se sentir a vontade na própria casa, e acabou desenvolvendo este mecanismo de sustentação: a verdade nua e crua. No capitulo de ontem (23/02) ela deixa bem claro sua insatisfação e necessidade de atenção, quando a irmã Luciana se depara com uma antiga bailarina de gesso. Em toda a cena pude notar o desconforto dela com todos a volta, paparicando a Luciana. Não digo que é inveja, mas falta de atenção da família. Agora pergunto, quantas meninas e meninos passam por esta situação em casa, ser o filho do meio? Quantas Isabeis existem por ai querendo só um pouco de atenção?Prestem atenção naquela pessoa meio rebelde ou que fala tudo na lata, ela pode está só querendo um pouco de atenção, de carinho.

Um comentário:

Vivigonzaga disse...

Sinceramente, Rodolpho esse draminha de filhinho do meio só existe pra famílias burguesinhas. Não digo que não existem pais que não saibam dar atenção aos filhos. Existem aqueles que não escondem seu favoritismo. Acho que ao invés de esquecida, ela não teve freios e sim, sua inveja é a força motriz pra ela ser amarga, vil e inconveniente.
De qualquer forma, belíssimo trabalho da atriz com esse personagem que esconde uma fraqueza de caráter falta de autoconfiança numa redoma de preconceito e aspereza.